Aberta exposição “Feminicídio: Bordando a resistência” na UFTM

Está aberta no mês de março (mês da Mulher) a exposição “Feminicídio: Bordando a Resistência”, com visitação das 8 às 14 horas na Biblioteca Central da UFTM, no prédio da Reitoria da UFTM.
A exposição que se encerra no dia 10 de abril é uma parceria do Coletivo Linhas de Horizonte de Belo Horizonte com o Programa de Extensão Universitária “Interfaces entre Artes, Ciências & Matemática” da UFTM, coordenado pelo professor Alberto Luiz Pereira da Costa, do Instituto de Ciências Exatas, Naturais e Educação (ICENE/UFTM).
História da exposição
Em 1980 surgiu o “Movimento Quem Ama não Mata”, idealizado pela socióloga Elizabeth Fleury. Nesta década houve assassinatos de mulheres em nome da “legítima defesa da honra”. Décadas após, em 2019, o Coletivo Linhas do Horizonte (@linhasdohorizonte) teceu uma série de onze painéis têxteis. Cada painel estampa por meio do bordado manual o nome de cada mulher que foi vítima do feminicídio, 300 nomes foram bordados. “Este dado está conforme a quantidade de casos de feminicídio no país no período de janeiro e fevereiro de 2019. Com curadoria de Gláucia Batista, a mostra envolve casos relacionados a feminicídio, tentados ou consumados em todo o país”, afirmou o professor Alberto.

De acordo com o Coletivo Linhas do Horizonte a exposição “Feminicídio: Bordando a Resistência”, serve como um poderoso apelo visual na luta por justiça e pela redução dos índices de violência contra a mulher em Minas Gerais e no Brasil. As mulheres do coletivo salientam que, “eventos culturais são importantes para desenharmos no imaginário coletivo a concepção de que mulheres também são seres humanos e não merecem ser alvos de violências”.
Fotos: Alberto Costa/UFTM
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