PET Medicina - Trompet
PET em Manaus
Entre os dias 13 e 17 de julho desse ano, aconteceu em Manaus, no Amazonas, o “XIV Encontro Nacional dos Grupos PET” e, é claro, o grupo PET-Medicina da UFTM marcou presença, sendo representado por 3 bolsistas: o Fernando, a Janaíne e o Lucas. O evento aconteceu na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), que comemora esse ano seu centenário, paralelamente à 61ª Reunião Anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência).
Com o tema “PET: Amazônia, Sociobiodiversidade, Tecnologia e Estatuinte”, o evento reuniu, dentre alunos e tutores, mais de 600 petianos, superando todas as expectativas, uma vez que as únicas formas de se chegar a Manaus são por meio de avião ou barco. Estavam, então, na capital do Amazonas, petianos de todas as regiões do país para discutir e promover ações na tríade ensino, pesquisa e extensão. Como foi o primeiro ENAPET dos três bolsistas representantes do PET-Medicina da UFTM, tratou-se, também, de uma oportunidade de compartilhar experiências e idéias com os outros grupos PET da área da saúde, especialmente os outros PET de Medicina. Além disso, um dos pontos-chave do evento foi o estatuto do PET. Nesse sentido, a organização promoveu um ciclo de debates com grupos de trabalho (GT´s) de forma a assegurar mudanças no mesmo. Bastante interessantes foram as discussões proporcionadas pela mesa-redonda: Amazônia, Tecnologia e Sociobiodiversidade. Coordenada pelo tutor do PET- Geologia da UFAM e composta pelos professores Frederico Arruda, Spartaco Astolfi Filho e Nelson Papoulos, a mesa discutiu o processo de erosão cultural dos povos da Amazônia, os riscos do desmatamento e as possibilidades científicas da biodiversidade.
Mas não apenas de discussões sérias constituiu-se o XIV ENAPET. A programação cultural do evento não deixou a desejar, com apresentações artísticas de grupos regionais, Festa a Fantasia, e um passeio turístico ao deslumbrante “Encontro das Águas” dos rios Negro e Solimões. Para os petianos de medicina, o PET-Medicina da UFAM preparou uma visita às dependências da sua faculdade, do ambulatório e do hospital.
Enfim, quando da janelinha do avião avistamos aquela ilha de civilização cercada por florestas de um verde exuberante e muita, muita água, sabíamos que um universo novo e discussões calorosas estavam a nossa espera. Quando saímos do avião, fomos contagiados pela temperatura de 38ºC e pelo calor humano manauense, de forma que tudo isso, e mais um pouquinho de cada região do Brasil, tornaram o XIV ENAPET uma experiência inesquecível.
Grupo PET-Medicina
Atualizado em:08/10/2009
II Oficina “Conhecendo o curso de Medicina da UFTM”
No dia 10 de maio de 2007, o grupo PET-Medicina da UFTM realizou a II Oficina “Conhecendo o curso de Medicina da UFTM”. Essa atividade tem como meta ampliar a interação da UFTM com estudantes de ensino médio e de curso pré-vestibular das escolas de Uberaba e se destinou a apresentar a UFTM e o Curso de Medicina à comunidade não-acadêmica, estimulando, assim, o interesse acadêmico nos estudantes e contribuindo para a sua escolha profissional.
Na sua segunda edição, a oficina contou com a participação de 150 alunos de escolas públicas e particulares de Uberaba ansiosos por conhecer o curso de medicina da UFTM. Os inscritos foram recepcionados no Anfiteatro B do CEA, onde assistiram a uma palestra proferida pelo bolsista Fernando Augusto, que apresentou a Universidade e deixou uma mensagem de estímulo para o vestibular. Em seguida, foram divididos em grupos, os quais foram distribuídos pelos laboratórios e salas da UFTM para a realização das atividades práticas do curso de medicina. Das 14 às 20h, os grupos revezaram-se nas atividades.
Um dos objetivos era fazer com que os alunos realmente tivessem um contato maior com o curso de medicina, extrapolando a teoria. Dessa forma, todas as atividades foram pensadas de forma que eles participassem ativamente. As práticas realizadas foram: anatomia, parasitologia, semiologia, imunologia, técnica cirúrgica, patologia e visita ao Hospital de Clínicas e Ambulatório Maria da Glória. O atendimento ao politraumatizado também foi abordado, com a participação da Liga do Trauma.
Para acompanhar os participantes da oficina em cada atividade, o grupo PET-Medicina contou com a ajuda de cerca de 35 alunos de medicina, indispensáveis para a realização do evento. Dentre eles, destacamos a grande representatividade da turma 63, que se mostrou extremamente receptiva aos inscritos e não perdeu a empolgação em qualquer momento da oficina, tendo recebido inúmeros elogios ao fim do evento. Também de fundamental importância para o sucesso da oficina foi o auxílio das disciplinas e de seus professores, da Liga do Trauma, bem como o envolvimento e empenho dos técnicos de laboratório, dos porteiros, da direção do curso e do Hospital de Clínicas.
No encerramento da oficina, a Liga do Trauma apresentou uma simulação de atendimento de emergência no Anfiteatro A do CEA, recebendo grandes aplausos dos participantes e de alguns pais presentes.
A oficina possibilitou aos alunos das escolas de Uberaba conhecer o curso de medicina e as dependências da UFTM, de forma a auxiliar na escolha profissional para o vestibular. Aos bolsistas do PET e aos outros acadêmicos participantes, a oficina permitiu o exercício da comunicação com os alunos visitantes e interação com os integrantes dos serviços que compõem a UFTM.
Atualizado em:26/08/2008
Inhaúmas: Experiência de vida, educação e cidadania
Durante o período de férias, entre 10 e 20 de julho de 2007, nós, bolsistas do PET – Medicina – UFTM realizamos uma viagem à área endêmica de Inhaúmas, Bahia, na qual tivemos contato com atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão, além de uma experiência formativa sem parâmetros.
Inhaúmas é um Distrito localizado no interior da Bahia, pertencente ao município de Santa Maria da Vitória e subdividido em várias localidades. A área é muito deficiente em saneamento básico e infra-estrutura, fatores agravantes do alto índice de parasitoses observado, com destaque para esquistossomose e doença de Chagas. A população é simples, com baixa renda e escolaridade. A economia é precária e de base agropecuária. Segundo moradores, o gado “é o ouro da região”.
Participaram da viagem, além dos 12 bolsistas, o mestrando Leonardo Eurípedes, a assistente social Sônia Ricardo e os professores doutores Sílvio Pereira (UFMG), Wendell Meira(UFTM) e Dalmo Correia (UFTM), tutor do PET.
Na área, auxiliamos os professores na anamnese, realização de exame físico dos pacientes e coleta de sangue. Ao desempenharmos tal trabalho, aprendemos técnicas da prática médica e tivemos excelente experiência na avaliação de diferentes casos clínicos, especialmente neurológicos e infecciosos.
Além dessa prática, desenvolvemos um Projeto de Extensão com os Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) locais. A bolsista Mariana Carvalho apresentou uma palestra a respeito de Hipertensão Arterial Sistêmica e, em seguida, trabalhamos com os agentes a técnica correta de aferi-la. A receptividade dos agentes foi boa e, através de questionário aplicado anterior e posteriormente à palestra, percebemos que o entendimento e o aproveitamento foram positivos. Esperamos desenvolver, a partir dessa primeira etapa, um processo continuado de educação dos ACSs locais, haja vista que os mesmos não receberam treinamento específico antes de assumirem tal ocupação. Tivemos, ainda, contato com a comunidade e uma nova realidade, o que estimulou nosso senso crítico e de cidadania, consolidando a extensão na própria vivência.
Conhecer uma nova realidade, uma nova cultura, outro cenário de prática (a comunidade) e receber uma formação integral, formativa e reflexiva foram os grandes legados desta experiência... Apesar da terra seca e árida, Inhaúmas foi capaz de fazer germinar em nós uma experiência inesquecível, tanto nos bons momentos quanto nas adversidades, pelo que somos muito gratos àqueles que nos receberam com tanto respeito e carinho.
Grupo PET - Medicina
Atualizado em:17/08/2007
Progressão para o fim?
Vegetação exuberante, frondosa e densa. Águas caudalosas correndo ao redor. Fauna rica e peculiar. A Amazônia constitui um santuário natural que detém 30% das florestas tropicais remanescentes na Terra, além de produzir 20% do oxigênio do planeta e ser crucial para o ciclo da água. De acordo com José Rosa, habitante de Matupá, no Pará, " Ao ver aquela catedral verde sobre nós ( visão do interior da floresta ) tive a sensação de estar num lugar sagrado (...) mas quanto isso vai durar?"
Frente à corrida capitalista, a Amazônia foi profanada para a extração animal, vegetal e mineral, além de, contemporaneamente, ser devastada para originar áreas de cultivo de soja e criação de gado. A revista National Geographic de janeiro de 2007 denuncia que, nos últimos 40 anos, 20% da floresta amazônica foi derrubada. A projeção dos cientistas é de que , nos próximos 20 anos, mais 20% da floresta sejam perdidos.
Soma-se a essas agressões a questão agrária. Com as políticas de povoamento da Amazônia e a franca atuação dos grileiros houve grande concentração da posse de terras na região, processo que culminou com a instauração de um clima de guerra entre os grandes proprietários, que realizam a devastação predatória, e a população local, que almeja terrenos menores e de uso coletivo, onde haja desenvolvimento sustentável. No último grupo situa-se a freira americana Dorothy Stang, assassinada, aos 73 anos, em fevereiro de 2005, ao se opor ao desmatamento e lutar pelos direitos da população local à terra.
No primeiro aniversário de morte da freira Dorothy Stang, o presidente Lula anunciou que a área que ela morreu para defender seria preservada. Contudo, esse não deve ser apenas um caso isolado de sucesso, nem se deve esperar que haja mortes para defender os recursos naturais! Tome-se como exemplo a Mata Atlântica, quem diria que da floresta que recobria toda a costa brasileira restaria menos de 8%?!
É preciso adquirir consciência ambiental. Das três florestas equatoriais do mundo, a da Nova Zelândia já foi destruída e a do Congo definha a cada dia. Urge, pois, conservar a amazônica, a única das três que ainda resiste e desponta como ponto estratégico de fauna, flora farmacêutica e, principalmente, recursos hídricos.
Seria ótimo se formos a geração que transformará o mundo... o problema é se só conseguirmos mudá-lo para pior.
Atualizado em:22/04/2007


