Crítica Literária e Ensino de Literatura - Projeto Pedagógico

PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM CRÍTICA LITERÁRIA E ENSINO DE LITERATURA


CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO CRÍTICA LITERÁRIA E ENSINO DE LITERATURA

 

ÁREA DO CONHECIMENTO: Letras

 

FORMA DE OFERTA: Presencial

 

1. HISTÓRICO DA UFTM E IDENTIDADE

A Universidade Federal do Triângulo Mineiro está sediada na cidade de Uberaba, região do Triângulo Mineiro, no Estado de Minas Gerais, com população estimada em 320 mil habitantes. Considerada pólo de desenvolvimento agro-pecuário e industrial, é uma das regiões mais ricas e promissoras do Estado de Minas Gerais, exercendo liderança efetiva em mais de 30 municípios.

Uberaba tem características típicas de cidade interiorana, sendo, ao mesmo tempo, urbana e rural, com agricultura e pecuária produtivas, parque industrial diversificado e planejada estrutura urbana.

A localização do Município é altamente estratégica do ponto de vista geoeconômico, em função da eqüidistância média de 500 km da sede estadual, Belo Horizonte e em relação a grandes centros do país como São Paulo e Brasília.

No que se refere à saúde, Uberaba é um dos maiores e principais centros de atendimento médico, hospitalar e odontológico da região do Triângulo Mineiro, apresentando considerável estrutura de hospitais, unidades básicas de saúde e ambulatórios.  Neste aspecto, destaca-se a UFTM, que mantém um complexo hospitalar credenciado pelo SUS, constituído de aproximadamente 280 leitos conveniados, Prontos-Socorros Adulto e Pediátrico, três Ambulatórios e um Centro de Reabilitação.

Todo o complexo atende, em média, 30.000 pacientes/mês, oriundos de mais de 400 municípios de Minas Gerais, Norte de São Paulo, Sul de Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e outros 14 estados.  

O Hospital Universitário da UFTM mantém atendimento em diversas especialidades, com serviços próprios de Diagnose e Terapia, realiza procedimentos de alta complexidade como: transplantes renais e de córneas, cirurgias ortopédicas, neurocirúrgicas, oftalmológicas, oncológicas, cardíacas, hemodinâmicas, entre outras. Dispõe também de serviço de tomografia computadorizada, terapia renal substitutiva e UTIs adulta, neonatal e coronariana.

A cidade de Uberaba, rica em recursos educacionais e culturais, é dotada ainda de uma economia em franca expansão, com destaque para a agropecuária e para os seguintes pólos:

- pólo moveleiro: dezenas de indústrias estão transformando rapidamente a cidade em expressivo pólo moveleiro, com condições de ser o maior da América do Sul, em função da proximidade de matéria-prima, da localização estratégica, da capacitação de mão-de-obra, das boas condições de instalação e da qualidade de vida oferecida.

- pólo químico: juntas, as 24 empresas do pólo químico são as maiores produtoras de adubos fosfatados da América Latina. Instaladas em 18 milhões de metros quadrados no Distrito Industrial III, este pólo viabiliza a produção agrícola brasileira, reduzindo a necessidade de importação de insumos básicos e de matérias-primas.

- pólo biotecnológico: Uberaba é nacionalmente conhecida por ser grande centro médico, bem como grande centro de melhoramento genético de raças bovinas e a maior produtora de grãos de Minas Gerais. Estas vertentes estão consolidando a cidade como “pólo” em biotecnologia humana, animal e vegetal.

- pólo de cosméticos: aproximadamente uma dezena de empresas, as quais exportam seus produtos para vários países, estão consolidando o pólo de cosméticos.

- pólo da moda (calçados, confecções e acessórios): mais de uma centena de empresas, envolvendo vários segmentos, tem representado a cidade nas principais feiras do país, conquistando importantes negócios no mercado internacional. O “Pólo da Moda” é um projeto em estudo, com possibilidade de geração de mais de 3.000 empregos, com uso intensivo de logística e gestão estratégica.

- pólo de alimentos processados (doces caseiros e similares): algumas fábricas de médio e outras de pequeno porte utilizam diariamente centenas de quilos de açúcar na produção de doces dos mais variados tipos, notadamente os de frutas e de derivados do leite.

- parque tecnológico: com área de 760 hectares, tem abrangência politemática, com empresas de “software”, de energia e biotecnologia. Nas extensas áreas verdes da Univerdecidade estão sendo implantados projetos de recuperação da paisagem natural de cerrado da região e a integração entre espaços de trabalho e lazer, beneficiando trabalhos criativos e inovadores, típicos das empresas de tecnologia lá instaladas.

A cidade possui cerca de 130 escolas de Ensino Fundamental, além de várias outras de Ensino Médio, com oito mil alunos matriculados. Também, em Uberaba, as escolas de ensino superior, públicas e privadas, oferecem aproximadamente 94 cursos de graduação e 49 de pós-graduação, com cerca de 6.500 alunos matriculados.

           

Breve histórico da Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM

A criação da primeira Faculdade de Medicina de Uberaba – atual UFTM – começou a ser idealizada no ano de 1948. Um grupo de médicos, estimulado e fortemente apoiado pelas lideranças políticas municipais fundou em 27 de abril de 1953, sob regime de instituição privada, a Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro.

Seus fundadores perceberam que Uberaba estava amadurecida para ampliar sua contribuição ao desenvolvimento educacional da região sudeste do Brasil. Tal amadurecimento não foi fruto do acaso; ao contrário, foi construído graças à visão de inúmeras famílias uberabenses, que investiram na formação de seus filhos em grandes centros como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, possibilitando a formação de um quadro de profissionais de alto nível, nas diversas especialidades médicas.

Estavam criadas então as primeiras e indispensáveis condições para que Uberaba pudesse avançar no tempo e, mais que isso, responder aos novos desafios que lhe foram impostos naquele momento.

A autorização para o funcionamento da Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro (FMTM) foi assinada pelo Presidente Getúlio Vargas e pelo Ministro da Educação Antonio Balbino, no Decreto-Lei nº 35.249, de 24 de março de 1954, com base em projeto técnico-pedagógico elaborado segundo a legislação educacional vigente.

Autorizado o funcionamento, realizou-se o primeiro concurso vestibular em abril de 1954, com 164 candidatos inscritos, concorrendo a 50 vagas. Teve início então o Curso de Medicina na FMTM.

A partir do primeiro ano de funcionamento, a administração da Faculdade, devidamente apoiada pelo corpo docente, discente e técnico, iniciou um amplo programa de melhoria das condições físicas, pedagógicas e tecnológicas, visando não apenas a alcançar reconhecimento, mas também melhoria da qualidade de ensino.

Para a satisfação dos fundadores, dos primeiros educadores e colaboradores, a Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro consolida-se legalmente através do Decreto de Reconhecimento nº 47.844, de 24 de dezembro de 1959. A primeira turma de formandos foi diplomada em 06 de junho de 1960.

Com os avanços cada vez mais intensos e velozes da ciência e da tecnologia médica, concluiu-se ser indispensável o apoio e a participação do poder público federal, a fim de que a Instituição pudesse cumprir com mais eficiência e eficácia a missão educacional e a social.

Para que o projeto se concretizasse, a FMTM contou com o apoio incondicional das lideranças políticas locais e de seu Diretório Acadêmico, coroando a ação integrada de sensibilização do Governo Federal, com a federalização, pela Lei nº 3.856, de 18 de dezembro de 1960 e, posteriormente, com a transformação em Autarquia Federal, pelo Decreto nº 70.686, de 7 de junho de 1972.

Desde que foi fundada, a FMTM desenvolveu-se nos aspectos quantitativo e qualitativo criando, a partir de 1989, o Curso de Graduação em Enfermagem e no ano de 1999 o Curso de Graduação em Biomedicina. A Universidade atua ainda, no ensino técnico desde de 1990, através do Centro de Formação Especial em Saúde (CEFORES), com o objetivo de formar técnicos para atuação na área da saúde, com seis cursos noturnos: Enfermagem, Nutrição, Radiologia, Patologia Clínica, Farmácia e Saúde Bucal, com um total de 2.773 egressos.

e a CIM - Central de Idiomas Modernos, ora ligados à Pró-Reitoria de Ensino, Pesquisa e Extensão.

No ano de 1995 foi implantado na estrutura administrativa da Universidade, o Centro Cultural objetivando estimular, identificar e valorizar a produção cultural e artística na Instituição. O Centro Cultural mantém intercâmbio com pessoas e instituições afins, promovendo a integração das comunidades interna e externa na promoção e realização de eventos. Desenvolve projetos permanentes tais como:

- Videoteca: vídeos científicos e comerciais para empréstimo à comunidade interna e escolas públicas;

- Biblioteca: aproximadamente 300 títulos;

- Curso de Desenho para alunos, servidores e dependentes;

- Sessões de cinema, com exibição regular de filmes.

No mesmo foi criada a Central de Idiomas Modernos – CIM, um centro de ensino que abrigue as diversas linguagens existentes na nova sociedade. Além do código verbal, agrega também outros códigos necessários à comunicabilidade humana, como: Libras, Língua Brasileira de Sinais; Braille; imagem (fotografia, artes plásticas, gráficas e audiovisuais) e som (música, canto e dança). A CIM é uma escola vinculada ao Curso de Letras da UFTM.

A UFTM até 2005 funcionava como uma Faculdade isolada especializada na área de saúde, que oferecia os cursos de graduação em Medicina, Enfermagem e Biomedicina. Com a transformação em Universidade, foram aprovados pelo seu Órgão Máximo Colegiado a criação e implantação imediata de cinco cursos de graduação. Três cursos na área de saúde, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Nutrição e um na área de ciências humanas, de Licenciatura em Letras (com duas habilitações, Português-Inglês e Português-Espanhol) foram implantados no segundo semestre de 2006. Os cursos de graduação em Psicologia e Educação tiveram início no segundo semestre de 2008 e primeiro semestre de 2009, respectivamente.

No âmbito da pós-graduação lato sensu, além da Residência Médica com 24 Programas de especialização (Anestesiologia; Cirurgia do Aparelho Digestivo; Cirurgia Geral; Cirurgia Plástica; Clínica Médica; Colo-Proctologia; Endocrinologia; Gastroenterologia; Hematologia e Hemoterapia; Hematologia Pediátrica; Infectologia; Mastologia e Oncologia; Medicina Fetal; Medicina Intensiva Pediátrica; Neurologia (pré-requisito em Clínica Médica); Neurologia; Obstetrícia e Ginecologia; Oftalmologia; Ortopedia e Traumatologia; Patologia; Pediatria; Radiologia e Diagnóstico por Imagem; Reumatologia; Urologia), são oferecidos quatro Cursos de Especialização (Saúde Coletiva, Fisioterapia Hospitalar Geral, Docência na Educação Superior, e Critica Literária e Ensino da Literatura). Na pós-graduação stricto sensu são oferecidos mestrado e doutorado em Medicina Tropical e Infectologia, com duas áreas de concentração: 1-Clínica de Doenças Infecciosas e Parasitárias; 2-Imunologia e Parasitologia Aplicadas, e, em Patologia com quatro áreas de concentração: 1-Patologia Geral, 2-Patologia Clínica, 3-Anatomia Patológica e Patologia Forense e 4-Patologia Ginecológica e Obstétrica.

Em 2007, mais dois cursos de mestrado foram aprovados pela CAPES: os cursos de pós-graduação stricto sensu em Atenção à Saúde e em Ciências Fisiológicas, com início em 2008.  Os Programas de Pós-Graduação possuem linhas de pesquisa e propostas adequadas e coerentes com o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) e têm o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Organização Mundial de Saúde (OMS), Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), União Européia (EU) e Ministério da Saúde (MS). Esses programas possuem vínculos estreitos com várias instituições nacionais e internacionais, as quais possibilitam apoio logístico, diagnóstico, na pesquisa e intercâmbio de estudantes, e convênios com universidades estrangeiras (Universidade do Mediterrâneo – França; Universidade Guayaquil – Equador).

Associadas à UFTM existem duas fundações: Fundação de Ensino e Pesquisa de Uberaba (FUNEPU) e Fundação Rádio Educativa (FUREU). A FUNEPU atua na gestão dos recursos repassados pelo SUS e também na gestão financeira de projetos de pesquisa financiados por agências de fomento. Essa Fundação apóia jovens doutores na UFTM e gerencia alguns projetos de qualificação profissional.  A FUREU conta com a Rádio Universitária FM (104.9) e a TV Universitária (canal 5), vinculada à TV Educativa (TVE), gerando programas locais onde são abordados assuntos ligados à saúde, à cultura, às pesquisas científicas e outros de interesse da comunidade.

De Faculdade isolada transformada em Universidade em 29 de julho de 2005, a UFTM tem se submetido a um processo acelerado de expansão, visando consolidar-se mediante a incorporação de novos cursos de graduação e pós-graduação e às transformações requeridas no tocante à política acadêmica e ao modelo de gestão e organização projetado.

Aliando a necessidade da população em ter acesso a uma Universidade Pública e Gratuita com o Plano Nacional de Educação - PNE, no que diz respeito à ampliação do atendimento a, pelo menos, 30% dos jovens na faixa etária de 18 a 24 anos, dentro da proposta do Reuni do MEC, de expansão e ampliação da oferta de cursos superiores em instituições públicas, a UFTM teve o seu projeto Reuni-UFTM aprovado. A UFTM que já vivia um processo contínuo de crescimento passa, a partir desse momento, a um processo acelerado de crescimento. Com o Reuni, tem início no primeiro semestre sete cursos, dentro da Política do Ministério da Educação para formação de professores para a educação básica. Tiveram início os cursos de Licenciaturas em Química, Física, Matemática, Ciências Biológicas, História e Geografia e Bacharelado em Serviço Social. São cursos noturnos que não atendem a demanda de formação para o magistério como também são inclusivos, permitindo que camadas menos favorecidas da sociedade tenham acesso à Universidade pública.

Dentro do Projeto Reuni-UFTM, tem início no primeiro semestre de 2010 com a a implantação do Instituto de Tecnologia, sete Cursos de Engenharias: Mecânica, da Produção, Civil, Química, de Alimentos, Ambiental e Elétrica consolidando-se assim, como uma Universidade que oferece cursos nas várias áreas do conhecimento. Em 2005 eram ofertadas 140 vagas anuais, em 2010 serão aproximadamente 1.040 vagas anuais.

É importante ressaltar que esse crescimento aconteceu acompanhado de investimentos em infra-estrutura, com a construção de campus e reformas de outros espaços necessários a garantia da qualidade de ensino dos cursos oferecidos.

O processo de organização da UFTM está sendo reformulado. O Estatuto foi aprovado e o Regimento Geral está em fase de aprovação.

A UFTM tem por missão, como foco e visão de atuação específica:

Atuar na geração, difusão, promoção de conhecimentos e na formação de profissionais conscientes e comprometidos com o desenvolvimento sócio-econômico, cultural e tecnológico, proporcionando a melhoria da qualidade de vida da população. (Estatuto UFTM)

 

Fundamentando sua filosofia de vida institucional, projetada como referencial de conduta e de pensamento à comunidade interna (alunos, docentes e técnico-administrativos), os valores e princípios que devem inspirar suas ações, relações e desempenho, são:

I Pioneirismo;

II Inclusão social;

III Cidadania e respeito às diferenças;

IV Tratamento justo e respeitoso ao ser humano e à vida (humanização);

V Liberdade de expressão e participação democrática;

VI Profissionalismo e competência técnica;

VII Ética e transparência;

VIII Qualidade e desenvolvimento sustentável;

IX Inovação tecnológica;

X Preservação e incentivo aos valores culturais;

XI Prioridade ao interesse público.

A UFTM orienta-se pelas seguintes diretrizes fundamentais:

I Envolver a comunidade universitária nas dimensões sociais, políticas, culturais e econômicas da sociedade, tendo, para tanto, o indivíduo, a coletividade e o meio ambiente como atenção e preocupação centrais.

II Proporcionar a todos as mesmas oportunidades e condições de desenvolvimento intelectual e cultural.

III Manter a percepção ampla e diversificada, visando à interação com as comunidades interna e externa.

IV Estimular permanentemente a exploração e geração de conhecimentos e de potencialidades.

V Contribuir para o desenvolvimento da educação básica, tecnológica e profissional.

VI Agregar continuamente competências relativas à organização e à gestão corporativas.

VII Manter reciprocidade harmoniosa e legítima na relação com a sociedade e com a comunidade universitária, visando ao alinhamento mútuo de necessidades e expectativas.

VIII Comprometer-se com a preservação, a defesa e a recuperação do meio ambiente.

IX Suscitar posturas individuais e coletivas, junto à força de trabalho e ao corpo gerencial, para atender à busca sistemática da satisfação de clientes e de usuários.

X Zelar pela conservação e otimização do emprego do patrimônio, bens e direitos disponíveis, em respeito inviolável ao bem público, visando aplicá-los, exclusivamente, na consecução dos objetivos institucionais.

“Uma universidade moderna não se constrói apenas com obras, mas com idéias e participação coletiva, que certamente farão da UFTM uma instituição compromissada com o desenvolvimento econômico e social de nossa região e do país”.

Prof. Virmondes Rodrigues Júnior – Reitor pro tempore da UFTM – (Informativo da UFTM – Ano II – nº7 set/out 2007)

 

 

2. JUSTIFICATIVA

 

O Município de Uberaba é destaque no campo da educação. Atualmente, constitui-se num pólo regional que possui várias instituições de Ensino Superior. Essas instituições atraem uma quantidade grande de estudantes e, dentre estes, vários se graduam ou já graduaram na área de educação e, mais especificamente, na área de Letras. Portanto, tanto na cidade de Uberaba quanto na região, a demanda por uma formação continuada no campo das Letras é bastante significativa. É a essa necessidade de formação continuada de bons profissionais no campo da educação que este curso de especialização em Crítica Literária e ensino de literatura pretende atender.

            Coerente com a missão da UFTM – Universidade Federal do Triângulo Mineiro, em manter e desenvolver ensino, pesquisa e extensão de maneira articulada, o Curso de Letras oferece a possibilidade de o profissional formado na área de Letras e áreas afins continuar seus estudos.

            A cada dia se torna mais visível a importância da Literatura, seja como fruição estética, seja como conscientizadora dos usos criativos da língua e do ser enquanto existente. Paralelamente a isso, nota-se também que o ensino da Literatura vem passando por momentos de descrença, tanto por parte de alunos quanto por parte de professores.

Tal crise se deve, entre outras causas, ao despreparo do professor em lidar com o objeto literatura. Nesse sentido, o curso de especialização em Crítica Literária e Ensino de Literatura visa a preparar o docente para o magistério competente, oferencendo a esse mesmo docente um instrumental teórico e prático para que possa intervir de forma criativa em seu cotidiano de sala de aula.

 

 

3. OBJETIVOS

 

            Formar um professor conhecedor das diversas maneiras possíveis de abordagem do texto literário, proporcionando a esse profissional um conhecimento aprofundado do que é literatura e leitura e como trabalhar com elas seja na forma de pesquisa, crítica literária, seja em atuação na sala de aula.

            Reverter a situação problemática em que se encontra o ensino da leitura e da literatura nas escolas públicas e privadas.

Além disso, esse curso oferece também uma visão ampla dos principais críticos da literatura desde o século XIX.

Durante o curso, o aluno ficará apto a identificar as principais correntes críticas em literatura desde a Antigüidade até o século XX, bem como os principais teóricos de cada linha crítica.  Esse conhecimento, sem dúvida, proporcionará ao discente uma base teórica mais sólida para o exercício de sua profissão.

Iniciando o discente em diversos métodos críticos de análise literária, o mesmo estará também apto a analisar uma obra literária com criticidade, criatividade e coerência.  

            Ainda, o aluno estará igualmente apto ao magistério aprofundado, crítico e criativo da Literatura.

            Todo esse conhecimento sobre a crítica literária, no entanto, não se esgota no texto literário. A par da metodologia interdisciplinar que será adotada pelos docentes do curso, o aluno perceberá que as formas de analisar profundamente um texto literário não diferem daquelas formas de analisar profundamente qualquer outro tipo de texto, inclusive os não verbais. Dessa forma, ao dominar diversos instrumentais teóricos de análise crítica, o discente estará apto a entender melhor a sociedade atual em que vive e, consequentemente, estará igualmente apto a se situar nela de maneira crítica e coerente com os pressupostos da cidadania.

            Finalmente, o curso pretende atuar como ponte entre os cursos de graduação e de pós-graduação para a preparação de uma clientela virtual de pós-graduação stricto-sensu.

Esses aspectos fazem do curso de especialização em Crítica Literária e Ensino de Literatura um curso completo, dinâmico e a par das principais tendências modernas na pesquisa e no ensino de literatura.

 

 

4. PÚBLICO-ALVO

 

            Portadores de diploma de curso superior em qualquer área do conhecimento interessados em aprofundar seus conhecimentos e ou professores dispostos a se atualizar em questões de Literatura e docência.

 

 

5. CONCEPÇÕES DO PROGRAMA

           

            Já há algum tempo, muitas pesquisas vêm enfocando o ensino de literatura no ensino médio. Essas pesquisas têm comprovado o estado deficiente em que se encontra esse mesmo ensino.

            Um das causas detectadas para essa realidade é o pouco preparo teórico dos docentes. Muitos sequer conseguiram responder coerentemente à pergunta o que é literatura. Tal fato evidencia o pouco preparo teórico dos docentes que hoje povoam o ensino médio.

            O curso de especialização em Crítica Literária e Ensino de Literatura do Curso de Letras da UFTM propõe-se a ser um estímulo ao docente secundarista e de ensino superior a se aperfeiçoar nos aspectos teóricos da literatura. Dessa forma, acredita-se contribuir decisivamente para a competência pedagógica do professor de literatura. 

 

 

6. COORDENAÇÃO

           

Professor Ozíris Borges Filho. Doutor em Letras, área de concentração em Estudos Literários. Regime de Trabalho: 40h - Dedicação Exclusiva. Atua no curso de graduação em Letras da UFTM, sendo responsável pela disciplina Teoria da Literatura. (Ver curriculum vitae da plataforma Lattes).

 

 

7. CARGA HORÁRIA

 

            Cada hora-aula tem a duração de 45 minutos.

           

09 módulos de 40 h/aula                                  360 h/aula

 

                                          TOTAL  360 h/aula

Monografia                                                       40 h/aula

                                              

                        TOTAL CURSO                       400 h/aula

 

 

8. PERÍODO E PERIODICIDADE

 

            De março de 2010 a julho de 2011.

            Periodicidade: semanal, aos sábados, das 8 às 12h e das 13h às 17h, sendo um módulo pela manhã e outro à tarde. 

 

Cronograma dos módulos/ turma III – 2010  - em anexo.

 

9. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

MÓDULO I – Psicanálise e Literatura (40 h/aula)

Docente: Carlos Francisco de Morais (Doutor)

 

EMENTA

As bases do método: entre divã e poltrona. Utilização da literatura pela psicanálise: Freud e Lacan. A obra como objeto de estudo. Estatuto da obra / estatuto do escritor: patologias.

 

BIBLIOGRAFIA
FREUD, Sigmund. Textos essenciais sobre literatura arte e psicanálise. Mira-Sintra: EUROPA-AMERICA, 1994.

BARTUCCI, Giovanna. Psicanálise, literatura e estéticas de subjetivação. São Paulo: Imago, 2001.

BRAZIL, Horus Vital. Dois ensaios entre psicanálise e literatura. São Paulo: Imago,1992. 

LEITE, Dante Moreira. Psicologia e literatura. São Paulo: Unesp, 2003.

WILLEMART, Philippe. Além da psicanálise: a literatura e as artes. São Paulo: Nova Alexandria, 2002.

 

MÓDULO II – A estética da recepção  (40 h/aulas)

Docente: Danielle de Almeida Menezes (Doutora)

 

EMENTA

Jauss e Iser. As comunidades interpretativas. Os horizontes de expectativas. O ato de leitura.

 

BIBLIOGRAFIA
ISER, Wolfgang. O ato da leitura – uma teoria do efeito estético. Vol. 1. e vol. 2. São Paulo: 34, 1999.

JAUSS, Hans Robert. História da literatura como provocação à teoria literária. São Paulo: Ática, 1994.

______________ . Pour une esthetique de la recepcion. Paris: Gallimard, 1990

LIMA, Luiz Costa (org.) Literatura e o leitor. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000.

ZILBERMAN, Regina. Estética da recepção e história da literatura. São Paulo: Ática, 1989.

 

MÓDULO III – Estruturalismo e Literatura  (40 h/aulas)

Docente: Ozíris Borges Filho (Doutor)

 

EMENTA

A noção de estrutura. Os formalistas russos: Thomachevski e Vladimir Propp. O estruturalismo francês: Bremond e Genette.

 

BIBLIOGRAFIA
BATRHES, Roland. (org) Análise estrutural da narrativa. Petrópolis: Vozes, 1972.

EIKHENBAUM et al. Teoria da literatura – formalistas russos. Porto Alegre: Globo, 1978.

GENETTE, Gerard. O discurso da narrativa. Coimbra: Vega, 1989.

TODOROV, Tzvetan. As estruturas narrativas. São Paulo: Perspectiva, 2004.

DOSSE, François. História do estruturalismo. Vol. 1e vol. 2. São Paulo: Unicamp, 1993.

 

MÓDULO IV –  Metodologia da pesquisa científica (40 h/aula)

Docente: Acir Karwoski (Doutor)

 

EMENTA

Importância do fichamento e da leitura. Os tipos de conhecimentos. Ciência e método. Métodos e Técnicas de pesquisa. Etapas para elaboração de projetos de pesquisa. Apresentação de trabalhos científicos. Normas da ABNT.

 

BIBLIOGRAFIA

ANDRADE, M. M. Introdução à metodologia do trabalho científico. 6 ed. São Paulo: Atlas, 2003.

_____. Como preparar trabalhos para cursos de pós-graduação. 5 ed. São Paulo: Atlas, 2002.

MARCONI, M.A.; LAKATOS, E.M. Técnicas de pesquisa. 5 ed. São Paulo: Atlas, 2002.

MEDEIROS, J.B. Redação científica: a prática de fichamentos, resumos, resenhas. 6 ed. São Paulo: Atlas, 2004.

RUIZ, J.A. Metodologia científica: guia para eficiência nos estudos. São Paulo: Atlas, 2001.

 

MÓDULO V – A semiótica literária  (40 h/aulas)

Docente: Ozíris Borges Filho (Doutor)

 

EMENTA

Percursos do método. Discurso e enunciação. Figuratividade e Narratividade. Semiótica das paixões.

 

BIBLIOGRAFIA
BARROS, Diana Luz Pessoa de. Teoria semiótica do texto. São Paulo: Ática, 1999.

__________________ . Teoria do discurso – fundamentos semióticos. São Paulo: Atual, 1988.

BERTRAND, Denis. Caminhos da semiótica literária. São Paulo: Edusc, 2000.

COURTÉS, Joseph. Introdução à semiótica narrativa e discursiva. Coimbra: Lisboa, 1979.

EVERAERT-DESMEDT, Nicole. Semiótica da narrativa. Coimbra: Almedina, 1984.

 

MÓDULO VI – A Literatura Comparada (40 h/aula)

Docente: Ana Carolina Sanches Borges (Mestre)

 

EMENTA

História de uma problemática. O campo dos estudos genéticos: as quatro fases da gênese. Genética textual: a análise dos manuscritos. A crítica genética: como estudar a gênese da obra?

 

BIBLIOGRAFIA
CARVALHAL, Tânia Franco. Literatura comparada. São Paulo: Ática, 2004.

COUTINHO, Afrânio. O processo da descolonização literária. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1983.

KAISER, Gerhard R. Introdução à literatura comparada. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1989.

MACHADO, A. M. e  PAGEAUX, D. H. Da literatura comparada à teoria da literatura. Lisboa: Edições 70, 1989.

NITRINI, Sandra. Literatura comparada: história, teoria e crítica. São Paulo: Edusp, 2000.

 

MÓDULO VII – A sociologia da Literatura (40 h/aulas)

Docente: Kátia Aparecida da Silva Oliveira (Mestre)

 

EMENTA

Princípios da sociocrítica. A literatura é a expressão da sociedade? Chateaubriand, Madame Stäel. Explícito X implícito: as novas bases da sociocrítica.

 

BIBLIOGRAFIA
ADORNO, Theodor W. Notas de literatura I. São Paulo: 34, 2003.

EAGLETON, Terry. Crítica política In Teoria da literatura: uma introdução. São Paulo: Martins Fontes, 2006.

LUKÁCS, Georg. A teoria do romance. São Paulo: 34, 2003.

GOLDMANN, Lucien. A sociologia do romance. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976.

RICCIARDI, Giovanni. Sociologia da literatura.  Mira-Sintra: Europa-América, 1971.

 

MÓDULO VIII – Lingüística e Literatura (40 h/aulas)

Docente: Beatriz Gaydeczka (Mestre)

 

EMENTA

Polifonia, heterogeneidade, intertextualidade (interdiscursividade) dêixis, mecanismos de textualização e marcas enunciativas como elementos lingüísticos para análise do texto literário. Infra-estrutura do texto literário. A noção de estilo. Gêneros textuais do domínio literário.


BIBLIOGRAFIA
BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

________. Questões de literatura e de estética. 5. ed. São Paulo: Annablume, 2002.

MAINGUENEAU, D. Discurso literário. 1. ed. São Paulo: Contexto, 2006.

________. Pragmática para o discurso literário. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

________. Elementos de lingüística para o texto literário. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

 

MÓDULO IX – Literatura e ensino  (40 h/aulas)

Docente: Luciana Moura Colucci de Camargo (Doutora)

 

EMENTA

Ensino de literatura e currículos oficiais: LDB (leis 5692/71 e 9394/96), Parâmetros curriculares nacionais, Parâmetros curriculares nacionais – Ensino Médio. Ensino de literatura: histórico. Ensino de literatura e história da literatura. O livro didático no ensino de literatura. Ensino de literatura e vestibular. Abordagens metodológicas no ensino da literatura. Leitura e literatura. A formação do leitor. Avaliação no ensino de literatura.

 

 

BIBLIOGRAFIA


CEREJA, William Roberto. Ensino de literatura - uma proposta dialógica para trabalho com literatura. São Paulo: Atual, 2006.

FLORES, Onici Claro. Ensino de língua e literatura. Canoas: Ulbra, 2003.

LEAHY-DIOS, Cyana & LAGE, Claudia. Língua e literatura – uma questão de educação? Campinas: Papirus, 2001.

LEAHY-DIOS, Cyana. Educação literária como metáfora social. Desvios e rumos. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

ZILBERMAN, Regina. O ensino de literatura no segundo grau. Porto Alegre: Mercado Aberto, s.d.

 

 

10. CORPO DOCENTE

(Todos com curriculum na plataforma Lattes)

 

1.       Acir Mario Karwoski (Doutorando)

2.       Ana Carolina Sanches Borges (Mestre)

3.       Beatriz Gaydeczka (Mestre)

4.       Danielle de Almeida Menezes (Doutora)

5.       Kátia Aparecida da Silva Oliveira (Mestre)

6.       Luciana Moura Colucci de Camargo (Doutora)

7.       Ozíris Borges Filho (Doutor)

 

 

Todos os contratos dos docentes serão por tempo determinado, valores pré-combinados[1], assinados com a UFTM, com carga horária específica aos respectivos módulos e seguindo os princípios das leis trabalhistas quanto a honorários e recolhimento de impostos à Previdência Social e Imposto de Renda.

 

 

11. METODOLOGIA

 

            Cada docente do módulo adotará metodologias específicas para o desenvolvimento dos conteúdos e práticas previstos, especificados nos respectivos PLANOS DE ENSINO.

  

 

 

12. INTERDISCIPLINARIDADE

 

            O curso contempla diversas atividades inter e transdisciplinares que são realizadas nas disciplinas dos respectivos módulos, em especial na questão da prática de ensino.

 

13. ATIVIDADES COMPLEMENTARES

 

            Participação em um seminário organizado pelo próprio curso de Pós. Publicação de resultados do trabalho monográfico em periódico; publicação de ensaios e artigos em revistas científicas; publicação de matérias em jornais e revistas.

 

 

14. TECNOLOGIA

 

            Para o desenvolvimento das aulas, serão utilizados equipamentos multimídia, retroprojetor e laboratórios com acesso à internet.

 

 

15. INFRA-ESTRUTURA FÍSICA

 

            A UFTM dispõe de uma moderna estrutura física, a saber: a) salas de aula amplas e arejadas, com carteiras e cadeiras em bom estado de conservação, quadro-negro, tela para projeção, ventilação, iluminação e cortinas; b) equipamentos de audiovisual (datashow) em todas as salas de aula, set com TV e microcomputador; aparelhos de retro-projeção; c) auditório para seminários e palestras; d) salas de estudo individual e coletivo; e) refeitório e cantina; f) recepção e atendimento aos serviços de secretaria e tesouraria; g) laboratórios de informática com acesso à internet; h) banheiros higienizados.

 

 

16. CRITÉRIO DE SELEÇÃO

 

            Pré-inscrição e, havendo excesso no número de vagas previsto, seleção através de análise do curriculum e/ou entrevista.

 

 

17. SISTEMAS DE AVALIAÇÃO

 

            Os previstos em lei, ou seja, mínimo de 75% (setenta e cinco por cento) de freqüência em cada módulo e aproveitamento superior a 7,0 (sete vírgula zero). O aluno que não atingir esses percentuais será considerado reprovado no módulo. A reprovação em dois módulos ou mais provoca o trancamento da matrícula e desligamento do aluno do curso, após parecer do Colegiado de curso.

 

 

18. CONTROLE DE FREQÜÊNCIAS

 

            O controle será feito pelo professor de cada módulo, em registro de classe específico, contendo nome dos alunos e espaço para aferição de notas e freqüências. Será vedado ao professor abono de faltas, a não ser os casos previstos em lei e aprovação do Colegiado de curso.

            O aluno terá acesso às notas e freqüências na secretaria.

 

 

19. TRABALHO DE CONCLUSÃO

 

            Após a conclusão dos créditos, e num prazo máximo de até 12 meses, o aluno deverá apresentar diante de banca examinadora constituída para este fim, seu trabalho monográfico. O prazo de entrega da monografia poderá ser dilatado em até 3 (três) meses, a pedido do orientador e aprovação do colegiado e Coordenação do curso. Após esse prazo, caso a monografia não seja apresentada e entregue à Coordenação, o aluno será considerado desligado do curso.

 

 

20. REVISTA ELETRÔNICA

 

            Será criada a Revista Eletrônica do Núcleo de Estudos Literários – NEL, grupo de pesquisa formado por alunos dos Cursos de Licenciatura em Letras e do Curso de Especialização em Crítica Literária e Ensino de Literatura.

            A revista terá como objetivo divulgar as produções intelectuais dos alunos dos Cursos da UFTM e do público externo.

 

 

21. CERTIFICAÇÃO

 

            Os certificados serão emitidos após a conclusão, defesa em banca e entrega da versão digital e encadernada da monografia, para a Coordenação do Curso. Os certificados seguirão as determinações da Resolução 01/2001, referente ao funcionamento dos cursos de pós-graduação lato sensu e demais normas do CNE e MEC.

 

 

 

Uberaba (MG), 05 de março de 2010.

 

PROF. DR. OZIRIS BORGES FILHO

Coordenador do Curso de Especialização em Crítica Literária e Ensino de Literatura











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